Você provavelmente já fez uma ou várias dosagem de vitamina D e já tomou ou conhece alguém que esteja tomando suplementos da vitamina. Nos últimos anos, a dosagem da vitamina D passou a compor as avaliações laboratoriais da maioria das pessoas e surpreendentemente, mesmo em países tropicais e ensolarados como o Brasil, o percentual de deficiência é muito alto quando consideramos os atuais valores de referência.

O que pode ocorrer quando levamos em conta apenas esses atuais valores de referência é supervalorizarmos resultados que podem ser normais para determinadas pessoas, principalmente aquelas que não se enquadram nos grupos de risco para a deficiência. Podemos estar diante de variações da normalidade e não de doença carencial real.

Não é fácil estabelecer valores de normalidade quando avaliamos grupos populacionais, pois as necessidades dos vários nutrientes são muito diferentes para saudáveis e doentes, idosos e crianças, pessoas ativas e sedentárias. Por isso, é importante individualizar cada caso e avaliar a vitamina D apenas nos grupos de risco para se evitar diagnósticos inadequados que resultam em tratamentos desnecessários.

Continua muito importante a avaliação dos níveis da vitamina D em idosos, usuários crônicos de medicamentos como anticonvulsivantes e corticosteroides, tabagistas de longa data, doenças de má absorção, pessoas com mobilidade reduzida e doenças ósseas como osteopenia e osteoporose. Nesses casos, os valores de referência continuam adequados a nortear o tratamento e a suplementação de vitamina D.

CITEN

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