Um dos aspectos preocupantes no envelhecimento dos povos é a perda progressiva de massa muscular que ocorre com a idade. Quando essa perda alcança índices que desabilita e fragiliza o idoso, chamamos de Sarcopenia. Os dados estatísticos falam que cerca de 13 a 14% das pessoas  com mais de 70 anos têm  graus variáveis de sarcopenia e lançam um foco de importância sobre os cuidados de prevenção da doença, devido ao fato de que as tentativas de tratamento são ainda frustrantes.

A redução da massa muscular é impiedosa, pois traz consigo a incapacitação e o isolamento ainda maior do que aquele já vivenciado pelo idoso. Ele se torna mais frágil, mais lento, com redução da força muscular que o impossibilita realizar os afazeres básicos, torna-o mais dependente e  aumenta a taxa de mortalidade.

Aprendemos a valorizar a massa mineral óssea. Sabemos o que é osteoporose e cuidamos para não sofremos do mal. Mas somos totalmente desinformados a cerca da importância em se manter a massa muscular para além da boa forma e estética corporal. Na verdade, são os músculos, os mantenedores de tração que protege os ossos e promove a sustentação da posição de pé. Também são eles que, tracionando adequadamente as articulações, nos permite o movimento. Desde os mais finos movimentos das mãos até a complexidade da corrida.

A recuperação da massa muscular no idoso é um desafio. A introdução de dietas hiperprotéicas ou a simples adequação do teor de proteínas da dieta do idoso, não garante a melhora da musculatura. Ainda temos que contar com certa intolerância digestiva, principalmente com as carnes, as principais fontes proteicas da dieta. Também não são bons os resultados obtidos com a suplementação desses nutrientes. O que está ao alcance da Nutrição é a tentativa de adequar o consumo proteico e o padrão alimentar, vencendo as barreiras da seletividade desses pacientes. Já será um grande passo.

O fator de tratamento da sarcopenia mais bem estudado e promissor são os exercícios físicos de resistência com cargas progressivamente aumentadas. Os resultados dessa intervenção podem ser atestados pelo aumento da força muscular e velocidade de caminhada, além de melhora do equilíbrio. As demais formas de exercício físico como os aeróbicos, alongamento e treinos funcionais em geral podem somar benefícios aos resultados, mas isoladamente não têm efeito sobre a sarcopenia.

Até o momento, nosso maior aliado em eficácia é a prevenção. Sabemos que manter o corpo ativo na meia idade atenua os efeitos da perda muscular que ocorre com o envelhecer. Além disso, manter a saúde e evitar as doenças crônicas, cuidar da alimentação para que ela seja saudável e variada, fugir das dietas restritivas e dos modismos podem ser aliados poderosos e certeiros na prevenção da sarcopenia.

CITEN

Leia mais