A menopausa sempre nos assustou, se confundindo com desabilidades e retrocesso em nossas vidas. Apesar de ainda gerar polêmica, as sociedades médicas de especialidades têm se posicionado com mudanças que facilitam nossas vidas e nos permite viver essa fase com mais saúde, disposição, qualidade de vida e felicidade! Vejam o recente posicionamento da Sociedade Americana de Menopausa.

A publicação ocorreu no dia 20/06/2017 com o novo posicionamento a cerca da Terapia Hormonal da Menopausa (TH). De acordo com o diretor executivo da Sociedade, “o uso de terapia hormonal continua a ser um tema dos mais polêmicos em medicina”. Mesmo assim, as novas orientações trás grandes progressos e possibilidades no alívio dos sintomas da menopausa e analisa os efeitos da TH em várias condições de saúde, como doença cardiovascular e câncer de mama em vários estágios da vida da mulher.

1) Os riscos da TH são diferentes para cada mulher individualmente e dependem do tipo do medicamento, da dose utilizada, da duração do tratamento, das vias de administração, da idade de início e da associação ou não à progesterona, quando essa se faz necessária. O tratamento deve ser individualizado para maximizar os benefícios e minimizar os riscos e a reavaliação deve ser periódica.

2) Para as mulheres com idade inferior a 60 anos ou que estão dentro dos 10 anos iniciais da menopausa e não têm contra-indicações a relação risco-benefício parece favorável ao tratamento das ondas de calor e para as pacientes com alto risco de fraturas pela perda de massa mineral óssea. A duração mais longa que 10 anos pode ser mais favorável quando se usa apenas o estrogênio isolado do que para a associação estrogênio-progesterona.

3) Para as mulheres que iniciam TH após mais de 10 a 20 anos do início da menopausa ou que tiverem 60 anos ou mais, o risco-benefício parece menos favorável do que para mulheres mais jovens por conta de maiores riscos de doença coronariana, derrame, tromboembolismo e demência.

4) O estrogênio vaginal (e sistêmico quando necessário) ou outras terapias não estrogênicas podem ser usados em qualquer idade para prevenção ou tratamento da síndrome gênito-urinária da menopausa.

5) A TH não precisa mais ser interrompida de rotina em mulheres com idade superior a 60 ou 65 anos e pode ser mantida além dos 65 anos quando sintomas relacionados à menopausa de grande repercussão na vida dessas mulheres persistirem causando sofrimento. O objetivo será sempre melhorar a qualidade de vida da mulher ou a prevenção de osteoporose. Essa opção deve ter prévia avaliação criteriosa e aconselhamento adequados dos benefícios e riscos.

CITEN

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