Mulheres novamente em cena. Na desvantagem. Comprovadamente com maiores chances de adoecer pelas longas jornadas de trabalho. Em um grande estudo publicado no dia 02/07/2018 pelo BMJ Open Diabetes Research & Care os pesquisadores acompanharam  7.065 mulheres canadenses durante 12 anos e concluíram que aquelas que trabalhavam 45 horas ou mais por semana teriam um risco 63% maior de diabetes em relação àquelas que trabalhavam entre 35 e 40 horas. Esse efeito foi ligeiramente aliviado quando analisaram a parte o tabagismo, o sedentarismo, o consumo de álcool e o sobrepeso. Ou seja, afastados os outros conhecidos fatores de risco.

Por outro lado, os homens do estudo, não demonstraram sofrer esse tipo de consequência nas mesmas longas jornadas de trabalho. E o entendimento dessa discrepância parece um consenso entre os pesquisadores. O que homens e mulheres fazem com seu tempo livre. Homens geralmente descansam quando retornam para casa. Mulheres continuam trabalhando, como uma segunda ou terceira jornada de trabalho. Ganham menos para realizarem as mesmas funções, se desdobram para lidar com o stress profissional e as demandas domésticas. Isso parece antigo, mas não é! O referido estudo foi realizado no Canadá.

De acordo com a International Diabetes Federation (IDF) teremos em 2030 cerca de 439 milhões de diabéticos em todo o mundo. Um aumento de 50% em relação a 2010. Nosso maior desafio é a prevenção da doença atuando nos fatores de risco modificáveis. Nesse momento, devemos entender que o trabalho exaustivo em longas jornadas pode ser um deles para as mulheres. Além do fato de que frequentemente estar associado aos outros fatores de risco como alimentação inadequada, ganho de peso, sedentarismo, stress, privação de sono e tabagismo.

Devido ao imenso custo para a saúde pública e à complexidade de cada população, não basta que cada uma de nós reavalie o próprio estilo de vida. É necessário que governos e empregadores entendam o custo social e humano de tudo isso e atuem preventivamente em consonância com as associações mundiais de diabetes, na tentativa de evitar a catástrofe que antevemos.

 

 

 

CITEN

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